O sangue que escorre é meu deleite... Vibrante...
A morte nos seus olhos... Fascinante...
Doce abraço que lhe dou... Meu presente...
Receba meu veneno... Vida ausente...
Minha doce criança então criada
Olha para mim tão fascinada
Com seu novo olhar sobre a vida
Alcançada por tão simples ferida...
Dança da morte, dancemos então...
Canto de agonia do coração
Festejamos o brilho da imortalidade
O sangue é brinde da gratuidade
Sua sede de sangue... Adoro ver
Fique calma, criança, meu pequeno ser...
Tomai tranquilamente a bebida vital...
Aproveite seu novo caminho imortal...
Beija-o com beijo tão envolvente...
Num abraço fraterno e demente
Demente tão quanto o sangue que escorre...
Parai! A ultima gota do que morre... morre...

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